Dia das Mães: mulheres reforçam protagonismo financeiro e priorizam proteção de filhos no seguro de vida
Em um cenário que combina maior responsabilidade econômica e necessidade de planejamento, a proteção financeira das mulheres aos filhos e netos tem ganhado protagonismo.
Dados mais recentes de mercado indicam que as mulheres já respondem por cerca de 41,7% das contratações de seguro de vida na Azos, insurtech do segmento, evidenciando o crescimento consistente desse público na busca por proteção.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla: segundo o IBGE, com base no Censo Demográfico de 2022, cerca de um terço dos lares brasileiros são chefiados por mulheres sem cônjuge, o que representa aproximadamente 10,3 milhões de famílias.
Esse contexto ajuda a explicar por que o cuidado com o futuro financeiro dos dependentes tem sido um dos principais motivadores para a contratação. Levantamentos do setor mostram que mais da metade das seguradas indicam filhos ou netos como beneficiários, reforçando o papel do seguro de vida como instrumento de proteção familiar.
Outro dado relevante é o crescimento expressivo das contratações por mulheres nos últimos anos. Em uma das empresas analisadas, esse avanço chegou a mais de 100% em 2025, tendência que vem se mantendo com a ampliação do acesso a produtos mais simples e digitais, além de preços mais competitivos.
“A participação das mulheres vem crescendo de forma consistente. Quando observamos que grande parte das seguradas são mães ou avós, fica claro que o seguro de vida está diretamente ligado à proteção do núcleo familiar e à preocupação com a continuidade financeira”, afirma Mateus Nicolau, diretor comercial da Azos.
Além da proteção em caso de falecimento, o seguro de vida também vem sendo percebido como uma ferramenta mais ampla de planejamento. Hoje, as coberturas incluem indenizações por doenças graves, acidentes, invalidez e até suporte financeiro em períodos de afastamento do trabalho, o que amplia o valor do produto no dia a dia.
Para Marília Lacerda, diretora de marketing da Azos, esse movimento reflete uma mudança de mentalidade. “O aumento na contratação por mulheres mostra uma maior consciência sobre a importância do planejamento financeiro. Muitas delas são responsáveis diretas pelo sustento da família e buscam alternativas para garantir estabilidade diante de imprevistos”, explica.
Esse avanço ocorre em paralelo a desafios importantes. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que cerca de 80% das mulheres brasileiras estão endividadas, o que reforça a necessidade de planejamento de longo prazo. Ainda assim, a participação feminina no mercado financeiro também cresce: hoje, elas já representam cerca de 25% dos investidores na bolsa brasileira, com evolução relevante no volume aplicado.
Nesse cenário, o seguro de vida passa a ocupar um espaço mais estratégico dentro da organização financeira das famílias. Mais do que uma proteção pontual, o produto se consolida como parte de uma estrutura de segurança que acompanha mudanças sociais e econômicas, especialmente entre mulheres que assumem, cada vez mais, o protagonismo na gestão e na proteção do patrimônio familiar.
A tendência, segundo especialistas do mercado de seguros, é que esse movimento continue nos próximos anos, impulsionado pela combinação de maior educação financeira, digitalização e novas necessidades de proteção.
