Turismo

Os meses das férias escolares são os principais escolhidos para as viagens nacionais e internacionais, e os passageiros estão cada vez mais optando por se proteger dos imprevistos: de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), houve um crescimento de 19,2% na contratação de seguros viagem nos primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2018. Entretanto, muitos viajantes ainda têm dúvidas em relação a esse modelo de seguro. Para esclarecer os principais pontos da cobertura, Raphael Swierczynski, CEO da insurtech (empresa de tecnologia em seguros) Ciclic, lista abaixo um guia sobre a proteção:

O que é o seguro viagem?

A proteção foi criada para dar assistência aos passageiros em determinados problemas que ocorram durante a viagem, doméstica ou internacional, de acordo com as regras de cobertura descritas na apólice. "Pode-se dizer que é o tipo de serviço que contratamos com a expectativa de não precisar acionar em momento algum, mas é imprescindível para garantir a segurança do consumidor quando ele está longe de casa.", diz Magda Nassar, presidente da ABAV.

O que o seguro viagem cobre?

De acordo com a resolução 315 da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão que regula o mercado de seguros e capitalização brasileiro, o seguro viagem deve oferecer ao menos uma das seguintes coberturas:

  • Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas (DMHO);
  • Traslado médico;
  • Traslado de corpo;
  • Regresso sanitário;
  • Morte em viagem;
  • Invalidez permanente total ou parcial.

Quando o destino da viagem for no exterior, é obrigatório que o seguro cubra o DMHO, o regresso sanitário e os traslados (médico e de corpo). Entretanto, é comum as seguradoras ofertarem opções extras que ampliam as coberturas para outros itens relacionados às viagens, como extravio de bagagens, retorno antecipado do passageiro, atraso de voos e assistência jurídica.

O seguro viagem é obrigatório?

A obrigatoriedade varia de acordo com o destino da viagem. Na Europa, devido ao Acordo de Schenger (política de livre circulação de pessoas pelos países membros da União Europeia), é necessário que os viajantes possuam seguro-viagem com no mínimo 30 mil euros de cobertura. Também exigem a proteção em Cuba (mínimo de $ 10.000) e na Venezuela (mínimo de $ 40.000). Em território nacional, não é obrigatória a contratação, porém há a recomendação para aquisição.

Quanto custa adquirir um seguro viagem?

O valor é calculado de acordo com o destino da viagem, o tempo de estadia, a idade do viajante e o tipo de cobertura escolhida. Como exemplo, um seguro para uma viagem nacional de duas semanas com a cobertura de R$ 50 mil custa, em média, R$ 66.

Qual é a validade do seguro viagem?

"A validade começa no momento de despachar as malas, quando o seguro cobrir o extravio de bagagem. Por isso, é importante que, no momento da compra, o cliente informe exatamente o dia em que sairá do Brasil e o dia que retornará ao país", explica Raphael Swierczynski.

Como acionar o seguro em caso de necessidade?

Após a contratação do seguro, o usuário recebe os canais de atendimento. Para acionar o serviço, basta entrar em contato com a seguradora pelos telefones de emergência, que são exclusivos de acordo com o destino escolhido. O suporte geralmente é realizado em português, e a orientação varia de acordo com cada caso, sem que o usuário precise desembolsar nenhum valor em dinheiro, estando o montante dentro da faixa de cobertura contratada pelo cliente.

Quais os imprevistos que ocorrem com maior frequência?

De acordo com a ABAV, a causa mais comum para acionamento do seguro viagem é a assistência médica por acidente ou enfermidade, seguida de bagagem extraviada, cancelamento de viagem, atraso/cancelamento de voo, repatriação sanitária e despesas odontológicas.

Como contratar o seguro viagem?

Para saber mais sobre o produto, fale com a nossa corretora de seguros!